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Há quem defenda que não importa o tempo que você fique com seu filho, desde que esse período seja aproveitado com qualidade. Existe também quem acredite que ser mãe é estar presente ao máximo na vida do filho para que ele se sinta protegido e amado.

Nem um nem outro.

O que é verdadeiramente importante é a conexão, o vínculo que se estabelece entre a mãe e a criança. Estar atenta às necessidades físicas do dia a dia, como banho, troca de fraldas e mamadas, não significa estar atenta às necessidade emocionais, onde realmente a conexão materna é muito significativa.

Constantemente nos vemos tão fixados na execução e cumprimento das tarefas diárias que não nos atentamos ao outro, aos seus desejos e necessidades de fato. É comum espelharmos as nossas vontades nele e esperar que o satisfaça, quando, na verdade, esse desejo era nosso, e não necessariamente igual ao daquela pessoa.

Portanto, o essencial não depende das horas passadas juntos, mas da segurança e confiança estabelecida nesse laço materno.

O fundamental é o vínculo construído, conhecer profundamente o outro, entender suas necessidades e estar ali como o suporte necessário. É conhecer seu filho por dentro, intimamente, para conseguir entendê-lo e perceber o que ele precisa naquele momento.

A relação mãe e filho é muito mais profunda do que uma incansável rotina de afazeres.

Por Joana Cardoso

(Imagem: Morguefile)



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