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Sabe aquela sensação estranha de ouvir a sua voz numa gravação? Comigo foi pior...

Duas semanas atrás, fui à última aula prática de natação da minha filha e, para o grande dia, todos os alunos tinham que saltar do trampolim.

Eu tinha o meu iPhone na mão e estava pronta para registrar o momento, quando, de repente, minha filha mais velha levantou-se para ver melhor... bem na minha frente.

Eu pensei que tinha pedido calmamente e com boas maneiras para que ela saísse dali, apesar de ter que repetir três vezes antes que me ouvisse. Estava tudo bem, até que vi o vídeo e ouvi minha própria voz.

Sempre sou tão má quando falo com meus filhos?

Quem era aquela mulher? Quando eu me tornei uma voz má? Estava aterrorizada!!! Tinha que fazer alguma coisa. E foi aí que eu descobri um artigo chamado "Como educar o seu filho: o método da pulseira de borracha". O autor sugere que os pais usem três desses acessórios como lembretes para elogiar seus filhos durante o dia.

Basicamente, você começa o dia com três pulseiras no pulso direito. Cada vez que elogiar seu filho, passa uma delas para o seu pulso esquerdo. O objetivo é terminar o dia com três pulseiras no pulso contrário.

O problema é que, no meu eterno esforço para criar três filhos e ensinar-lhes a diferença entre o bem e o mal, acabo sentindo que me tornei um sargento educacional que quer ser ouvido por todos.

Muitas vezes, chamo as crianças mais novas com nomes pejorativos quando elas devem sair de casa e entrar no carro correndo. Se você já esteve nessa situação, sabe o que quero dizer.

Vejo-me repreendendo as crianças quando elas não escutam e até as subestimo quando o fazem. E, às vezes – sim, às vezes – me pergunto se estou criando as piores crianças do mundo. Por que não me escutam quando eu peço que façam alguma coisa?

Claro, elas são pequenas e é isso o que crianças fazem. E eu amo muito os meus filhos, muitíssimo, e eu tento dizer sempre que eles são surpreendentes. Elogio seus desenhos, seus bons trabalhos e seu esforço para tocar o piano.

Mas eu os elogio cada vez que me escutam? Ou quando fazem seu dever de casa sem que eu peça? Elogio o comportamento deles o suficiente?

A resposta é simples: não.

As pulseiras no meu pulso serviram como um lembrete físico para encontrar momentos para elogiar meus filhos. Era como um jogo: cada vez que eu tinha uma palavra gentil para dizer a eles, estava a um passo de completar o pulso oposto com as pulseiras.

Perguntei-me se poderia usar o método para quando me ouvissem, já que era ali que eu estava falhando – e valia e pena tentar. Depois de tudo, parecia algo fácil de ser feito.

O resultado foi fantástico. Não tenho palavras para descrever.

Para começar, mudou a minha perspectiva completamente. Descobri que o meu "radar de mãe" estava mais voltado para o mal do que para o bem no que se refere ao comportamento das crianças e eu ignorava todas as coisas boas que os meus filhos faziam todos os dias.

Quando comecei a procurar oportunidades para elogiá-los, foi muito fácil encontrar três situações! No primeiro dia com as pulseiras, sequer tive que me esforçar. Ao anoitecer, já tinha mudado todas de braço.

Com minhas velhas táticas de sargento, eu estava tão ocupada tentando fazer meus filhos ouvirem cada coisinha, que acabava ignorando todos os comportamentos bons que eles tinham todos os dias.

Quando as pulseiras me incentivaram a "me concentrar no que era bom", fizeram meu cérebro perceber como meus filhos se comportam sob uma nova ótica. E eles não são terríveis. Como eu pude pensar isso? Essas crianças são incríveis! Eu é que não estava observando com os olhos adequados.

A segunda razão pela qual amei este método foi a diferença que vi na atitude dos meus filhos, especialmente na mais velha. Eu podia ver nos seus olhos dela que apreciava o fato de eu estar notando o que ela fazia.

Não só isso, esse reconhecimento dos seus esforços fez com que ela melhorasse. Em vez de forçá-la a fazer suas tarefas, ela começou a querer me ajudar. Queria ser elogiada. Desejava que eu a visse.

Eu realmente subestimei tanto seu comportamento antes? Estava tão ocupada tentando fazê-la parar de brigar com seus irmãos o tempo todo que esquecia de dizer que ela tinha feito um grande trabalho ao me ajudar a limpar a mesa.

O olhar em seus olhos quando quando chamei a atenção dela, dizendo: "Eu vejo você", realmente quebrou meu coração pelo fato que deveria fazer isso com mais frequência.

Como foi possível que chegamos tão longe sem fazer isso antes?

Isso é algo que ainda estou fazendo. Não acho que você precise usar pulseiras de borracha todos os dias, para o resto de sua vida, mas sugiro que pense nisso. É tão simples, então por que não tentar? Certamente não vai doer.

Eu não posso mudar a maneira como falei com a minha filha naquele dia na piscina, mas posso mudar a forma de falar com ela no futuro. E isso é exatamente o que eu espero fazer.


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