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Foto: Kevin Carden

E como Agosto é o mês dos pais, resolvi trazer uma reflexão sobre o nosso Pai celestial e a nossa identidade.

Esse pai que transforma, criador do universo, que nos deu a vida e nos fez à sua imagem e semelhança, nos chama não mais de servos, mas de amigos!

Falar sobre paternidade muitas vezes não é fácil para alguns diante do mundo que vivemos, a grande maioria nasce numa família totalmente desconfigurada, sem referências do verdadeiro significado do que é ser ou ter um pai de verdade.

"Se somos filhos, então somos herdeiros; herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo, se de fato participamos dos seus sofrimentos, para que também participemos da sua glória."

Romanos 8:17 NVI

No início da minha caminhada cristã tive muitas dificuldades em tomar posse da minha identidade como Filha de Deus! O meu problema não estava relacionado em reconhecer Deus como meu pai, quem Ele é sempre ficou claro pra mim junto à seus atributos, Ele é autoridade, meu ABA, Criador dos Céus e da Terra, Alfa e Ômega, Princípio e Fim, e dentre tantos outros atributos.

A minha maior luta era tomar posse da minha identidade enquanto Filha, me sentir amada, herdeira de suas promessas, e co-herdeira com Cristo. Quantos de nós tivemos um pai ausente? Se você não teve, glória a Deus por isso!

Quantos cresceram sabendo quem era seu pai, mas sem conhecê-lo? Sem ter qualquer tipo de relacionamento mais íntimo, de amizade ou confiança?

O filho cresce com a consciência da existência do pai, mas que não substitui o sentimento da indiferença do mesmo em relação ao próprio filho, o que muitas vezes o leva a acreditar que não é alguém importante ou de valor, pois não teve a atenção devida. O filho cresce se sentindo apenas mais um no meio dessa multidão de filhos por aí.

Crescer sem esse carinho, sem as palavras de afirmação de um pai, (mesmo a mãe fazendo o papel de ambos, a maioria das vezes) faz do filho, refém de muitas de suas carências emocionais e sentimentos que trazem insegurança sobre sua própria identidade em várias áreas da sua vida, e é necessário cura, perdão, restauração que só Deus pode operar.

Aí entra o nosso relacionamento com Deus! Como separar a experiência da minha referência de pai terrestre com meu pai celestial? Só pela Graça!

Eu sei que Deus existe, sei que enviou seu filho Jesus, provando seu amor por mim morrendo em meu lugar numa cruz e ainda assim eu não consigo me sentir amado!

Por que? A consciência nos traz uma visão do racional; e a experiência da cura, da remissão dos meus pecados, que me tira das profundezas da culpa, do engano e mentira enraizados na amargura dos meus sentimentos quando eu decido crer verdadeiramente no amor de Deus por mim, abrindo as portas do meu coração, antes fechado, para receber esse amor do Pai por completo!

Então receba aí esse amor do paizão que te vê em sua peculiaridade e não como mais um na multidão!

Receba esse amor, e como filho posicione-se para viver suas promessas e a herança desse amor; como consequência disso, o fortalecimento da sua fé e confiança nEle, te levando a se relacionar com mais intimidade, sem medo, reforçando a sua identidade em Deus, porque o amor lança fora todo o medo!

Por: DANIEL LUIZ WHISNIDY

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